2018 1ª fase
2. Imagine que um agente poderoso fazia recuar o tempo até um qualquer ponto do passado, para que, a partir daí, mantendo-se as leis da natureza, a história recomeçasse.
Qual das situações seguintes poria em causa o determinismo radical?
(A) As deliberações dos agentes seriam causadas por acontecimentos anteriores.
(B) Em alguns casos, haveria alternativas aos acontecimentos da história.
(C) Teríamos a ilusão de que haveria mais do que um futuro possível.
(D) Ocorreriam acontecimentos que não teríamos sido capazes de prever.
18. Será que a redistribuição da riqueza põe em causa a liberdade individual? Na sua resposta, deve:
−clarificar o problema filosófico inerente à questão formulada;
−apresentar inequivocamente a sua posição;
−argumentar a favor da sua posição.
Correção: Correção: http://iave.pt/images/arquivo_de_provas/2020/714/EX-Fil714-F2-2020-CC-VD_net.pdf
20-21 2ª fase V1
10. Leia o texto seguinte. Compare escolhas que, intuitivamente, são controladas por si, como qual de duas ofertas de emprego aceitar, com coisas que, intuitivamente, estão fora do seu alcance, como correr 1500 m em três minutos […]. A diferença óbvia é que o emprego que decide aceitar depende das suas preferências, mas o mesmo não pode ser dito de correr 1500 m em três minutos. […] Esta comparação não requer que os seus desejos sejam indeterminados. Talvez os seus genes e a sua história pessoal tornem inevitável que prefira um emprego a outro. Mesmo assim, é um facto que escolheu um certo emprego porque o preferiu. […] A partir do momento em que a sua ação decorre das suas preferências, […] é livre, mesmo que as suas preferências sejam determinadas pelo seu passado. J. Prinz, «Livre-arbítrio», in D. Papineau (ed.), Western Philosophy – an ilustrated guide, Oxford, Oxford University Press, 2004, pp. 64-65. No texto, é esclarecido um aspeto central do
(A) determinismo moderado, designadamente que as nossas ações podem ser simultaneamente determinadas e livres.
(B) determinismo moderado, designadamente que as nossas ações são simultaneamente determinadas e livres.
(C) determinismo radical, designadamente que as nossas preferências e as nossas ações são determinadas pelos nossos genes e pelo nosso passado.
(D) determinismo radical, designadamente que as nossas preferências e as nossas ações podem ser determinadas pelos nossos genes e pelo nosso passado.
Critérios: https://iave.pt/wp-content/uploads/2021/09/EX-Fil714-F2-2021-CC-VT_net.pdf
2022, 1ª fase
12. Considere o texto
seguinte.
Suponha-se
que estou no restaurante e o empregado diz: «O que deseja?» Não posso
dizer-lhe:
«Sou um determinista. Esperarei simplesmente para ver o que ocorre.» [...] Por
que
razão
não posso fazer isso? Bem, a resposta é que a minha recusa em exercer o
livre-arbítrio
só
é inteligível para mim se eu pressupuser que se trata de um exercício de
livre-arbítrio.
J.
Searle, Da Realidade Física à Realidade Humana, Lisboa, Gradiva, 2020, p. 282.
Explicite a crítica ao
determinismo radical presente no texto anterior.
Critérios: https://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/11ano/2022-1fase/Filosofia-Criterios.pdf
2ª fase 2022
7. Considere a tese seguinte.
Se o determinismo for verdadeiro, então não
existe livre-arbítrio.
Esta tese é rejeitada
(A) apenas pelos defensores do determinismo
radical.
(B) tanto pelos defensores do libertismo como
pelos defensores do determinismo moderado.
(C) apenas pelos defensores do determinismo
moderado.
(D) tanto pelos defensores do libertismo como
pelos defensores do determinismo radical.
Filosofia-Criterios.pdf (examesnacionais.com.pt)
2.ª fase 2022
8. Selecione a afirmação que os libertistas
consideram falsa.
(A) Algumas ações são livres.
(B) Uma ação realizada sob coação não é livre.
(C) Uma ação livre está de acordo com as
preferências do agente.
(D) Todas as ações são determinadas por
acontecimentos anteriores.
Critérios: Filosofia-Criterios.pdf (examesnacionais.com.pt)
2023, 2ª fase
7. Os deterministas moderados defendem que a crença de que temos livre-arbítrio
(A) não é ilusória.
(B) é falsa.
(C) não está justificada.
(D) é incompreensível.
Critérios: criterios-correccao-exame-filosofia-11-ano-20230627-132242.pdf
2023, 1ª fase
8. Considere o texto seguinte.
O que torna as pessoas tão especiais? Alguns libertistas respondem que temos almas, [isto é,] fontes não físicas da consciência e da escolha que não são controladas por leis da natureza. Outros afirmam que os seres humanos são, na verdade, sistemas puramente físicos, mas que não estão sujeitos às leis da natureza que regem outros sistemas físicos.
E. Conee e T. Sider, Enigmas da Existência, Lisboa, Editorial Bizâncio, 2010, p. 153.
As perspetivas libertistas referidas no texto têm em comum a ideia de que
(A) o determinismo e o livre-arbítrio são compatíveis.
(B) as ações livres são factos naturais aleatórios.
(C) nenhuma ação livre é governada por leis da natureza.
(D) só os seres com algo de não físico podem ter livre-arbítrio.
Critérios: criterios-correccao-exame-filosofia-11-ano-20230627-132242.pdf
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2023-2024 1.ª fase
18. Leia o texto seguinte. Uma vez que a nossa vida mental está intimamente ligada aos processos fisiológicos do nosso corpo, mais especialmente aos do nosso cérebro, então, se estes processos forem rigorosamente determinados pelas leis naturais – físicas e químicas –, como explicar o sentimento inevitável de que nós tomamos decisões para agir desta ou daquela forma?
E. Schrödinger, A Natureza e os Gregos, seguido de Ciência e Humanismo, Lisboa, Edições 70, 2003, pp. 136-137. (Texto adaptado)
Será que a existência de livre-arbítrio é a melhor explicação para «o sentimento inevitável de que nós tomamos decisões para agir desta ou daquela forma»?
Na sua resposta, deve:
– clarificar o problema proposto; – apresentar inequivocamente a sua posição;
– argumentar a favor da sua posição.
Critérios; file:///C:/Users/Hp/Downloads/criterios-correccao-exame-filosofia-20240625-133626.pdf
2025, 1ª fase. v1
5. Leia o texto seguinte. Embora admitindo que o comportamento humano é efetivamente determinado pelas leis da Natureza, parece igualmente razoável concluir que o resultado é determinado de uma forma de tal maneira complexa e envolvendo tantas variáveis que, na prática, se torna impossível prevê-lo. […] Dado que é impraticável utilizar leis físicas fundamentais para prever o comportamento humano, nós adotamos aquilo a que se chama uma teoria efetiva. Em física, uma teoria efetiva é um quadro criado para modelar certos fenómenos observados, sem descrever em pormenor todos os processos subjacentes. […] No caso das pessoas, uma vez que não conseguimos resolver as equações que determinam o nosso comportamento, recorremos à teoria efetiva de que as pessoas têm livre-arbítrio. S. Hawking e L. Mlodinow, O Grande Desígnio, Lisboa, Gradiva, 2011, pp. 37-38.
5.1. É razoável inferir do texto que
(A) conhecemos as variáveis que limitam o livre-arbítrio.
(B) a teoria efetiva do livre-arbítrio descreve rigorosamente o comportamento humano.
(C) explicamos o livre-arbítrio recorrendo às leis da física.
(D) a tese de que há livre-arbítrio é justificável pelas limitações do nosso conhecimento.
5.2. Uma das teses apresentadas no texto é a de que «o comportamento humano é efetivamente determinado pelas leis da Natureza». Esta tese pode ser defendida
(A) por um determinista radical e por um determinista moderado.
(B) por um determinista radical, mas não por um determinista moderado.
(C) por um libertista e por um determinista.
(D) por um libertista, mas não por um determinista.
Critérios: criterios-correccao-exame-filosofia1-fase-2025-20250627-171059.pdf
1.ª fase 2026
6. Identifique a tese defendida tanto pelos deterministas radicais como pelos libertistas.
(A) Se há ações livres, então nada está determinado.
(B) Há ações livres, e nem tudo está determinado.
(C) Não há ações livres, e tudo está determinado.
(D) Se há ações livres, então nem tudo está determinado.
Critérios: criterios-classificacao-exame-filosofia-1-fase-2026-20260626-190034.pdf
1.ª fase 2026
7. Considere o texto seguinte. É certamente verdadeiro que, ao escolher, não temos consciência dos múltiplos processos que sustêm os nossos estados mentais. Não temos o dom de ter consciência do que se passa nos nossos cérebros, por exemplo, ou em muitos dos nossos músculos. Quando nos rimos de algo, por exemplo, estamos a dar atenção ao que nos está a fazer rir. Não temos qualquer consciência dos muitos processos musculares e neurológicos que são precisos para nos permitir rir. Mas isso significa apenas que não temos consciência desses processos. Não significa que temos consciência da sua inexistência. Se esses processos não existissem, não seríamos capazes de rir, nem seríamos também capazes de decidir rir. Isto significa que a «consciência da liberdade» é coisa que não existe. Tudo aquilo de que temos consciência é do mundo no qual decidimos agir e depois, se tudo correr bem, do nosso agir.
S. Blackburn, As Grandes Questões da Filosofia, Lisboa, Gradiva, 2018, p. 40.
No texto, defende-se, explicitamente, que
(A) temos livre-arbítrio.
(B) não temos livre-arbítrio.
(C) não temos consciência do livre-arbítrio.
(D) temos consciência do livre-arbítrio.
Critérios: criterios-classificacao-exame-filosofia-1-fase-2026-20260626-190034.pdf
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2.ª fase 2026
11. De acordo com o determinismo, todos os acontecimentos, incluindo as ações, têm antecedentes causais remotos que, juntamente com as leis da natureza, os tornam inevitáveis.
Serão os agentes moralmente responsáveis pelas suas ações se o determinismo for verdadeiro?
Na sua resposta, deve:
‒ apresentar inequivocamente a sua posição;
‒ argumentar a favor da sua posição.
Critérios: https://eduqa.pt/wp-content/uploads/2026/07/EX-Fil714-F2-2026-CC-VT_net.pdf
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